voa nuvenzinha branca
do braço direito colorido
carrega todo o cosmos
pois com ele está vestido
voa nuvenzinha, nuvenzinha branca
paira em mim docemente
me branqueja a umbrática brânquia
no teu respirar inocente
voa nuvenzinha branca
de aura alva e incognoscível
me protege a alma criança
sonhando paixão impossível
voa nuvem, tão clara e minha
como te quero sempre por perto!
a ti, prometo-me passarinha
enquanto há nuvens pelo deserto
terça-feira, 23 de abril de 2013
segunda-feira, 22 de abril de 2013
extinta
ando obsoleta da pequenez humana
me vejo remindo os sobejos
de velhos opacos arquétipos
miragem de brumas, fumo não sana
espessos corais de horrores
em terços nupciais
olhos ante abissais
toando o ópio de amadores
na aresta o grume inerme
do visco em seiva que transborda
em tez, causticante cerne
escara do sol n' emigrante horda
àquela beira deixei signos
estilhaçados lumes ígneos
abarcando seres místicos.
me vejo remindo os sobejos
de velhos opacos arquétipos
miragem de brumas, fumo não sana
espessos corais de horrores
em terços nupciais
olhos ante abissais
toando o ópio de amadores
na aresta o grume inerme
do visco em seiva que transborda
em tez, causticante cerne
escara do sol n' emigrante horda
àquela beira deixei signos
estilhaçados lumes ígneos
abarcando seres místicos.
domingo, 14 de abril de 2013
simultâneo
há mulheres parindo
assassinos dormindo
primeiros e últimos gritos
há feras na selva
orvalho chegando à relva
e o relógio batendo no tic.
há novas descobertas científicas
revoluções humanas artísticas
colapsos sociais.
o sol nasce no japão
e aqui, meu coração
não ve outros cardeais.
viciei-me no norte
e vê só que pouca sorte
gostar de ser assim...
ultimamente medito
em quão grande é o perigo
de querer-te mais do que a mim.
03/11/12
assassinos dormindo
primeiros e últimos gritos
há feras na selva
orvalho chegando à relva
e o relógio batendo no tic.
há novas descobertas científicas
revoluções humanas artísticas
colapsos sociais.
o sol nasce no japão
e aqui, meu coração
não ve outros cardeais.
viciei-me no norte
e vê só que pouca sorte
gostar de ser assim...
ultimamente medito
em quão grande é o perigo
de querer-te mais do que a mim.
03/11/12
domingo, 31 de março de 2013
E não há nada que eu possa querer mais
Do que estar em sua presença agora
Assistindo ao espetáculo
Mais profundo do seu olhar
Mas quem é você, e aonde está?
Em mim, em ti, ou em quantas faces já amei
Morarás, acaso, no futuro?
Ou és um ingresso de cinema
Ou uma flor seca do passado?
Ou pior
Acaso morarás em mim?
Se faz momento presente quando grita o atordoo da solidão
Em qual dimensão?
Te encontrei no início, tu me aproximas do fim
Das encruzilhadas em que me permeio...
Te perdi de mim, me perdi assim
Do meu próprio olhar no espelho
Do que estar em sua presença agora
Assistindo ao espetáculo
Mais profundo do seu olhar
Mas quem é você, e aonde está?
Em mim, em ti, ou em quantas faces já amei
Morarás, acaso, no futuro?
Ou és um ingresso de cinema
Ou uma flor seca do passado?
Ou pior
Acaso morarás em mim?
Se faz momento presente quando grita o atordoo da solidão
Em qual dimensão?
Te encontrei no início, tu me aproximas do fim
Das encruzilhadas em que me permeio...
Te perdi de mim, me perdi assim
Do meu próprio olhar no espelho
sexta-feira, 29 de março de 2013
Limão, Gengibre e Mel
De fora da janela fria
A lua cheia estava turva
Das nuvens, descia chuva
O céu esbanjava púrpura
Porque a luz tudo invadia
Dentro da janela da alma
O luar também se refletia
Na fumaça que nos aquecia
Nos olhares, muda profecia
E o elo que nos trazia calma
A lua cheia encoberta de nuvens
Sob a coberta, seu corpo nu vem
E me chove, ilumina e aflora
...Sob o tempo suspenso nas horas...
(Qual foi o tempero
Que você colocou?
Qual feitiço certeiro?
Naquele chá de amor...)
Sinto sede do teu cheiro
Tua boca tem meu desejo
Toda minh'alma te clama.
Com limão, gengibre e mel
Que o mundo se acabe no céu
E que o céu seja sua cama.
A lua cheia estava turva
Das nuvens, descia chuva
O céu esbanjava púrpura
Porque a luz tudo invadia
Dentro da janela da alma
O luar também se refletia
Na fumaça que nos aquecia
Nos olhares, muda profecia
E o elo que nos trazia calma
A lua cheia encoberta de nuvens
Sob a coberta, seu corpo nu vem
E me chove, ilumina e aflora
...Sob o tempo suspenso nas horas...
(Qual foi o tempero
Que você colocou?
Qual feitiço certeiro?
Naquele chá de amor...)
Sinto sede do teu cheiro
Tua boca tem meu desejo
Toda minh'alma te clama.
Com limão, gengibre e mel
Que o mundo se acabe no céu
E que o céu seja sua cama.
domingo, 24 de março de 2013
refração
se a moda é mentir, vamos falar sério agora
na minha casa, lei da babilônia não vigora
enquanto você acha bonito fingir que ama e machucar
mãe terra me abençoou com verdade e dom de amar
eu sei como você age, fomos concebidos no g do tempo
eu sei como você age, estamos ligados pelo firmamento
sua constelação é a mesma que a minha
mas do seu caráter, o meu não se avizinha
você é a metade escura da cabala
eu, a paz multicolorida da mandala
te vejo no espelho porque te tenho em mim
mas não desenvolvi os males de ser assim
o que vem fácil demais, fácil se desfaz
a luz da minha alma me impôs um pé atrás
eu sei como você age, fomos concebidos no g do tempo
eu sei como você age, estamos ligados pelo firmamento
graças ao universo não me deixei iludir
a tentação sempre há de tentar seduzir
mas só quem é forte na raiz, forte na missão
tem o discernimento de fugir da omissão
vou seguir o meu caminho abençoado pela liberdade
continuar levando a vida em paz, jamais na vaidade
sei que serei coroado com bênçãos no meu lar
e com amor por toda vida, a vida vou enfeitar.
na minha casa, lei da babilônia não vigora
enquanto você acha bonito fingir que ama e machucar
mãe terra me abençoou com verdade e dom de amar
eu sei como você age, fomos concebidos no g do tempo
eu sei como você age, estamos ligados pelo firmamento
sua constelação é a mesma que a minha
mas do seu caráter, o meu não se avizinha
você é a metade escura da cabala
eu, a paz multicolorida da mandala
te vejo no espelho porque te tenho em mim
mas não desenvolvi os males de ser assim
o que vem fácil demais, fácil se desfaz
a luz da minha alma me impôs um pé atrás
eu sei como você age, fomos concebidos no g do tempo
eu sei como você age, estamos ligados pelo firmamento
graças ao universo não me deixei iludir
a tentação sempre há de tentar seduzir
mas só quem é forte na raiz, forte na missão
tem o discernimento de fugir da omissão
vou seguir o meu caminho abençoado pela liberdade
continuar levando a vida em paz, jamais na vaidade
sei que serei coroado com bênçãos no meu lar
e com amor por toda vida, a vida vou enfeitar.
domingo, 17 de março de 2013
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