- os elementos agrupam-se, contraem-se, expandem-se diferentemente e formam tudo que existe. cada criatura é absolutamente única.
o professor falava. ela gostava de ouvir essas explicações.
um dia respirou fundo e perguntou:
- e o que sobra quando tudo acaba?
todos calaram.
ela sabia.
"estamos numa condição dinâmica"
foi o que guardou.
24/01/2014
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
domingo, 2 de fevereiro de 2014
equilíbrio
paira a energia criadora, cuja força motora
desce em forma de mulher.
ela é.
azul cintila seu corpo no infinito
do reflexo mais bonito
o nu como se é.
reza a lenda que o cosmos, enamorado
deu a ela um recado
para não se esquecer:
- eu te fecundo em verde ancestral
e te será natural
parir para viver.
te darei leis, o leste, o oeste, o norte e o sul
mas também a água azul
para te cobrir.
será teu manto, meu encanto, sua casa
e apagará a brasa
que tentar te destruir.
teu nome é gaia, minha musa em esfera
e na tua atmosfera
tudo passa a existir.
o último sopro é um ar de nada denso
que te mostrará o tempo
o passado e o porvir.
para que não fiques tão sozinha
te darei em companhia
um casal amigo meu:
a moça é bela e há de se chamar lua
pois também está nua
e é mãe como você.
separei-a do seu par, o grande sol
mas tudo foi em prol
do dia anoitecer.
e dentre os mais incríveis animais
um há de se destacar mais
pois tem algo a aprender.
e é aí que entra teu sacrifício
pois ele fará o ofício
de destruir para criar
e o bicho homem contemplará o céu
mas escolherá manter o véu
que o impede de enxergar.
para enfeitar te empresto as estrelas
tua perfeita natureza
poderosa e onipotente
e ao homem darei uma realidade
que ele julgará verdade
da "mente consciente"
e há de clamar a mim quando doer
mas um dia há de aprender
a também equilibrar.
e assim também não fico tão sozinho
ao contemplar o homenzinho
a me contemplar.
desce em forma de mulher.
ela é.
azul cintila seu corpo no infinito
do reflexo mais bonito
o nu como se é.
reza a lenda que o cosmos, enamorado
deu a ela um recado
para não se esquecer:
- eu te fecundo em verde ancestral
e te será natural
parir para viver.
te darei leis, o leste, o oeste, o norte e o sul
mas também a água azul
para te cobrir.
será teu manto, meu encanto, sua casa
e apagará a brasa
que tentar te destruir.
teu nome é gaia, minha musa em esfera
e na tua atmosfera
tudo passa a existir.
o último sopro é um ar de nada denso
que te mostrará o tempo
o passado e o porvir.
para que não fiques tão sozinha
te darei em companhia
um casal amigo meu:
a moça é bela e há de se chamar lua
pois também está nua
e é mãe como você.
separei-a do seu par, o grande sol
mas tudo foi em prol
do dia anoitecer.
e dentre os mais incríveis animais
um há de se destacar mais
pois tem algo a aprender.
e é aí que entra teu sacrifício
pois ele fará o ofício
de destruir para criar
e o bicho homem contemplará o céu
mas escolherá manter o véu
que o impede de enxergar.
para enfeitar te empresto as estrelas
tua perfeita natureza
poderosa e onipotente
e ao homem darei uma realidade
que ele julgará verdade
da "mente consciente"
e há de clamar a mim quando doer
mas um dia há de aprender
a também equilibrar.
e assim também não fico tão sozinho
ao contemplar o homenzinho
a me contemplar.
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
dilata
a cara e a vidraça
a carne e a couraça
me encorajam de novo a ser mulher
do busto me arranco
e rebusco nos flancos
o poder de vestir a face que quiser
hoje a noite é de lua nova
quando o cosmos põe à prova
a força da loba que caça
só merece a lua cheia
o corpo que se incendeia
com o fogo que arde e mata.
a carne e a couraça
me encorajam de novo a ser mulher
do busto me arranco
e rebusco nos flancos
o poder de vestir a face que quiser
hoje a noite é de lua nova
quando o cosmos põe à prova
a força da loba que caça
só merece a lua cheia
o corpo que se incendeia
com o fogo que arde e mata.
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
gratidão
hoje eu amei de novo a minha casa
recolhi meus cacos pela estrada
e construí um vasinho de vitrô
hoje eu amei de novo a minha casa
descobri que sou peça rara
e que é intensa a minha flor
hoje eu respirei bem fundo
o ar que deus me deu
hoje eu redescobri o mundo
e percebi que tudo tem sua hora
que o milagre também sou eu
e que o tudo é aqui e agora.
♥
recolhi meus cacos pela estrada
e construí um vasinho de vitrô
hoje eu amei de novo a minha casa
descobri que sou peça rara
e que é intensa a minha flor
hoje eu respirei bem fundo
o ar que deus me deu
hoje eu redescobri o mundo
e percebi que tudo tem sua hora
que o milagre também sou eu
e que o tudo é aqui e agora.
♥
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
descolamento de rotina
quando a gente sonha sonho que se sonha só mas se sonha acordado
dá um medo danado que bloqueio criativo seja algo intuitivo
como se avisasse às asas que não é hora para voos, soam
velhos xilofones coloridos adormecidos pela mente infantil
e o adulto não pode dar tom ao som que ouve...
ouse!
houve um tempo assim.
depois o que aos dois olhos parecia belo.
dá um medo danado que bloqueio criativo seja algo intuitivo
como se avisasse às asas que não é hora para voos, soam
velhos xilofones coloridos adormecidos pela mente infantil
e o adulto não pode dar tom ao som que ouve...
ouse!
houve um tempo assim.
depois o que aos dois olhos parecia belo.
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
casa (05/12/2013) ou Carta à Pedro
rio de janeiro tinha um gosto de sujeira de subterrâneo.
e agora a saudade é como a raiz de uma árvore que quebra o asfalto.
a árvore que perdoou o homem pela sua sordidez.
eu te perdoei.
te perdoei e te quero.
te quero porque com você nenhuma semente era híbrida
te quero pelo que fomos, pelo seu rosto, pelo seu corpo, pelo nosso fruto que caiu antes de amadurecer...
te quero porque você foi a primeira coisa na vida que eu pude chamar de família.
te quero porque agora você habita outros litorais, litorais esses em que hei de plantar uma mudinha de mim.
te quero porque não importa o que eu faça nessa vida, você é o homem que me transformou no que eu sou.
te quero porque cada passo que eu dou tem uma métrica sua
e cada palavra que eu escrevo tem uma métrica sua
e cada palavra que eu falo tem uma frequencia sua
e cada pensamento que há em mim diz que eu sou sua
antes de nascer eu era sua.
eu preciso do mar. porque sou marina.
e preciso da pedra. porque você é pedro.
preciso atracar minha onda em você
porque o mar desesperado sem barreira sai lambendo toda a praia atrás do seu álibi.
preciso me lembrar de ter razão de existir.
um dia na vida eu pisquei os olhos e conheci o paraíso
num outro momento, quando pisquei novamente
brasília me caía como uma cidade pára quedas, na qual eu caí em queda livre e me acabei.
ninguém pode ser feliz com esses quadrados brancos.
preciso me embriagar urgentemente da sinuosidade natural das ondas e dos montes.
e agora a saudade é como a raiz de uma árvore que quebra o asfalto.
a árvore que perdoou o homem pela sua sordidez.
eu te perdoei.
te perdoei e te quero.
te quero porque com você nenhuma semente era híbrida
te quero pelo que fomos, pelo seu rosto, pelo seu corpo, pelo nosso fruto que caiu antes de amadurecer...
te quero porque você foi a primeira coisa na vida que eu pude chamar de família.
te quero porque agora você habita outros litorais, litorais esses em que hei de plantar uma mudinha de mim.
te quero porque não importa o que eu faça nessa vida, você é o homem que me transformou no que eu sou.
te quero porque cada passo que eu dou tem uma métrica sua
e cada palavra que eu escrevo tem uma métrica sua
e cada palavra que eu falo tem uma frequencia sua
e cada pensamento que há em mim diz que eu sou sua
antes de nascer eu era sua.
eu preciso do mar. porque sou marina.
e preciso da pedra. porque você é pedro.
preciso atracar minha onda em você
porque o mar desesperado sem barreira sai lambendo toda a praia atrás do seu álibi.
preciso me lembrar de ter razão de existir.
um dia na vida eu pisquei os olhos e conheci o paraíso
num outro momento, quando pisquei novamente
brasília me caía como uma cidade pára quedas, na qual eu caí em queda livre e me acabei.
ninguém pode ser feliz com esses quadrados brancos.
preciso me embriagar urgentemente da sinuosidade natural das ondas e dos montes.
terça-feira, 19 de novembro de 2013
XXXI
ele carregava o japão em cor nos olhos gêmeos e poentes de paraísos brasileiros.
o coração solar de um monge menino preservado em essência.
01/10/13
o coração solar de um monge menino preservado em essência.
01/10/13
Assinar:
Postagens (Atom)