ao mago
do âmago
ao amargo:
levo meu fogo pro teu endereço
mas não te amo nem te quero preso
e te ofereço
a metade esquerda da rede
minha boca pra saciar tua sede
um pouco de ti,
nada de nós
você sempre está sozinho
quando nós estamos sós
domingo, 17 de março de 2013
domingo, 10 de março de 2013
(pausa: LSD enquanto oração)
(queria, como em um suspiro, equiparar-me às árvores
ou a tanta coisa sutilmente viva que cabe dentro de uma janela
atingir a iluminação com força e plenitude
e fazer qualquer palavra desnecessária.
por enquanto, resumo-me arvorar poeta
(mas só em dias assim, em que sou invadida pelo nascer do sol)
sonho
que todos os meus irmãos do brasil, da áfrica, do nepal, do mundo inteiro recebam essa força.
queria agora, poder abraçar muito forte um irmão necessitado!
a gente esquece que ENERGIA CURA).
minha mãe me curou, porque eu sou filha dela.
minha mãe me curou, porque ela é a mãe terra.
e eu agradeço todos os dias por estar viva
com o sol me sinto renovada e fortalecida
me arrepio só em pensar em tanta coisa linda
só tenho amor e paz e em mim tudo é magia
minha mãe me curou, porque eu sou filha dela.
minha mãe me curou, porque ela é a mãe terra.
e o nosso pai, yang contraste com o branco
de um pai e de uma mãe, pois somos filhos de santo
santa é a nossa casa, santa é a criação
duas forças opostas em equilíbrio e perfeição
sinta a força do tambor que emana positividade
nada disso é clichê, o reggae é o som da verdade
abra sua consciência pro que é felicidade
ela mora em você, espalhe isso pra cidade...
amar de verdade, sentir a luz se espalhar
me dê a mão que a paz vai multiplicar
a nossa mãe precisa se sentir no lar
vamos enfeitar! vamos enfeitar a vida!
minha mãe me curou, porque eu sou filha dela.
minha mãe me curou, porque ela é a mãe terra.
ou a tanta coisa sutilmente viva que cabe dentro de uma janela
atingir a iluminação com força e plenitude
e fazer qualquer palavra desnecessária.
por enquanto, resumo-me arvorar poeta
(mas só em dias assim, em que sou invadida pelo nascer do sol)
sonho
que todos os meus irmãos do brasil, da áfrica, do nepal, do mundo inteiro recebam essa força.
queria agora, poder abraçar muito forte um irmão necessitado!
a gente esquece que ENERGIA CURA).
minha mãe me curou, porque eu sou filha dela.
minha mãe me curou, porque ela é a mãe terra.
e eu agradeço todos os dias por estar viva
com o sol me sinto renovada e fortalecida
me arrepio só em pensar em tanta coisa linda
só tenho amor e paz e em mim tudo é magia
minha mãe me curou, porque eu sou filha dela.
minha mãe me curou, porque ela é a mãe terra.
e o nosso pai, yang contraste com o branco
de um pai e de uma mãe, pois somos filhos de santo
santa é a nossa casa, santa é a criação
duas forças opostas em equilíbrio e perfeição
sinta a força do tambor que emana positividade
nada disso é clichê, o reggae é o som da verdade
abra sua consciência pro que é felicidade
ela mora em você, espalhe isso pra cidade...
amar de verdade, sentir a luz se espalhar
me dê a mão que a paz vai multiplicar
a nossa mãe precisa se sentir no lar
vamos enfeitar! vamos enfeitar a vida!
minha mãe me curou, porque eu sou filha dela.
minha mãe me curou, porque ela é a mãe terra.
segunda-feira, 4 de março de 2013
Quartzo
Não hei de dedicar-te mais um soneto ou palavra
Acontece-me ocupar do urgente
E não há nada mais urgente em teu pardo
Nada me alicia à tua flacidez moral
Esta é tua última fotografia.
Não mais me preencherá do raquitismo
De corpo que ao amor transborda
E fica adiado aquele telefonema ameno
Meus ouvidos carecem do urgente
Urge, em mim, a deusa adormecida
Deusa incontentada dentro da mulher leoa.
O quartzo do futuro palpita em meu peito
Meu quarto não tem mais teu cheiro
Meu corpo anseia um mar lilás.
E em nada me dói as sete fêmeas no seu rastro
Exausta, recompus-me no no cansaço
Guarde suas ladainhas para o couro e o coro de necessitados
Que em seu redor respiram procissão.
Meu corpo anseia um mar lilás
Nunca mais amar em vão.
01/02/2013
Acontece-me ocupar do urgente
E não há nada mais urgente em teu pardo
Nada me alicia à tua flacidez moral
Esta é tua última fotografia.
Não mais me preencherá do raquitismo
De corpo que ao amor transborda
E fica adiado aquele telefonema ameno
Meus ouvidos carecem do urgente
Urge, em mim, a deusa adormecida
Deusa incontentada dentro da mulher leoa.
O quartzo do futuro palpita em meu peito
Meu quarto não tem mais teu cheiro
Meu corpo anseia um mar lilás.
E em nada me dói as sete fêmeas no seu rastro
Exausta, recompus-me no no cansaço
Guarde suas ladainhas para o couro e o coro de necessitados
Que em seu redor respiram procissão.
Meu corpo anseia um mar lilás
Nunca mais amar em vão.
01/02/2013
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
mapeamento de rotina
dei boa noite aos deuses do plano racional
e mergulhei em pensamentos desconexos
tudo anda meio convexo
dentro da sonolência humana.
penso: sou a dita cidadã padrão.
posso até despertar antes do despertador
mas jamais me levanto.
espero os sinos e trombetas da tecnologia soarem
para, pontualmente, acordar minha dor.
sempre quase desisto.
mas me visto
não como nada, e nunca esqueço o sutiã.
ele me abraça forte
e me dá segurança.
acordei mulher e nem me lembrava.
ainda carrego aquela inocência infantil
de acordar e existir sem muita complexidade.
pego um ônibus, oportunidade de meditação urbana.
lá respondo a perguntas confusas impensáveis
penso no mistérios e em ser assim, geminiana
e deito os olhos no cadarço de quem carrego a bolsa.
quando saio, sinto uma sensação de abandono.
tenho medo alheio mas enceno o personagem social.
em algum momento do dia me arrepio, tenho sede de caneta
penso que morrerei se não escrever.
no banho crepuscular me revoltei:
sinto saudade do mato
quero frio de planta molhada
e plantar e comer com a mão.
vontade de poder ser bicho.
me encharquei de sonho de abdicar ao tempo
e ao amar como ditam os livros de romance.
no rosado por do sol, tomei banho de azul
e me invadiu a pureza lilás.
no caminho de volta
clarividencio todo meu futuro.
senti a quentura da felicidade combinada à esperança.
não sou a dita cidadã padrão.
sonho com silêncio e muita paz
e carrego com urgência um buquê invisível de flores.
e mergulhei em pensamentos desconexos
tudo anda meio convexo
dentro da sonolência humana.
penso: sou a dita cidadã padrão.
posso até despertar antes do despertador
mas jamais me levanto.
espero os sinos e trombetas da tecnologia soarem
para, pontualmente, acordar minha dor.
sempre quase desisto.
mas me visto
não como nada, e nunca esqueço o sutiã.
ele me abraça forte
e me dá segurança.
acordei mulher e nem me lembrava.
ainda carrego aquela inocência infantil
de acordar e existir sem muita complexidade.
pego um ônibus, oportunidade de meditação urbana.
lá respondo a perguntas confusas impensáveis
penso no mistérios e em ser assim, geminiana
e deito os olhos no cadarço de quem carrego a bolsa.
quando saio, sinto uma sensação de abandono.
tenho medo alheio mas enceno o personagem social.
em algum momento do dia me arrepio, tenho sede de caneta
penso que morrerei se não escrever.
no banho crepuscular me revoltei:
sinto saudade do mato
quero frio de planta molhada
e plantar e comer com a mão.
vontade de poder ser bicho.
me encharquei de sonho de abdicar ao tempo
e ao amar como ditam os livros de romance.
no rosado por do sol, tomei banho de azul
e me invadiu a pureza lilás.
no caminho de volta
clarividencio todo meu futuro.
senti a quentura da felicidade combinada à esperança.
não sou a dita cidadã padrão.
sonho com silêncio e muita paz
e carrego com urgência um buquê invisível de flores.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
à claire de la lune
era clara e quente a noite do litoral
era Clara, quente acaso angelical
era Clara, quente acaso angelical
e branca a lua cheia
branca a fina areia
branca a menina na pele de sereia
encontro tão memorável
indígena e lusitana
num porto de pernambuco
remete à colônia inefável
cuja raça profana
em duas luas fez-se fruto
sentadas à beira-mar
o vento dançando em seus lisos cabelos compridos
arrepiei ao escutar -
Clara era atriz, e por isso dizia bem ao pé do ouvido -:
"Por que tens, por que tens olhos escuros
E mãos lânguidas, loucas e sem fim
Quem és, quem és tu, não eu, e estás em mim
Impuro, como o bem que está nos puros?
Que paixão fez-te os lábios tão maduros
Num rosto como o teu criança assim
Quem te criou tão boa para o ruim
E tão fatal para os meus versos duros?
Fugaz, com que direito tens-me presa
A alma que por ti soluça nua
E não és Tatiana e nem Teresa:
E és tampouco a mulher que anda na rua
Vagabunda, patética, indefesa
Ó minha branca e pequenina lua!"
e disse que parecia feito para mim.
ah, como amei os seus lábios carmim
mesmo sabendo que o desejo finda.
mas vem a poesia e eterniza assim:
deixei sua paixão desesperada e linda
junto à iemanjá, no seio de olinda.
refrãozinho para desengasgar
(não que me faça falta ou diferença, mas me atormenta o tino ouvir ciclicamente a voz de dentro repetir o refrão. essas coisas todas deixei no mar, mas eram pra ter sido cuspidas antes de encontrá-lo. então, apenas obedeço ao interior, e aqui jogo despojadamente um pensamento atemporal. ou antes, deixado no tempo.)
vá cantar com as gaivotas
que eu vou abraçar o mar
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
aprendiz da amar(te)
pra que esse enorme rebuliço?
sem respeito não firma compromisso.
o tamanho do mal que me causou
foi injusto pra quem tanto te amou.
eu sonhava e te dava o meu melhor
você, pra mim, o que tinha de pior
e eu querendo tanto acreditar
que nosso amor ia se perpetuar...
por que, meu bem?
não te dói também?
saber que havia tanto amor
que minha pureza você matou
por que, meu bem?
não te dói também?
saber-se pra alguém, tão especial
e fazer do infinito, mero mortal...
o que é a bondade travestida
ante à grande culpa de uma vida
tão vazia assim, sem mim.
te mostrei minha melhor parte
levei a tristeza na arte
mas pra você nada bastou...
um dia sei que se aprende
que a vida te surpreende
com a verdade que é o amor
por que, meu bem?
não te dói também?
crucificar tanta nobreza
e abster-se da beleza
que têm os homens de bem
...que só quem AMA tem.
(20/09/12. vindo a calhar exatamente)
sem respeito não firma compromisso.
o tamanho do mal que me causou
foi injusto pra quem tanto te amou.
eu sonhava e te dava o meu melhor
você, pra mim, o que tinha de pior
e eu querendo tanto acreditar
que nosso amor ia se perpetuar...
por que, meu bem?
não te dói também?
saber que havia tanto amor
que minha pureza você matou
por que, meu bem?
não te dói também?
saber-se pra alguém, tão especial
e fazer do infinito, mero mortal...
o que é a bondade travestida
ante à grande culpa de uma vida
tão vazia assim, sem mim.
te mostrei minha melhor parte
levei a tristeza na arte
mas pra você nada bastou...
um dia sei que se aprende
que a vida te surpreende
com a verdade que é o amor
por que, meu bem?
não te dói também?
crucificar tanta nobreza
e abster-se da beleza
que têm os homens de bem
...que só quem AMA tem.
(20/09/12. vindo a calhar exatamente)
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